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Fibracem e Wlan ampliam rede e capacidade no Pará
Parceria entre as empresas amplia a cobertura de fibra óptica e a capacidade de rede no estado do Pará, fortalecendo a conectividade regional.
Provedor Wlan Fibra espera crescer 8x com redesenho da TI
Com uma reestruturação completa da infraestrutura de TI, o provedor projeta crescimento de até 8 vezes nos próximos anos.
Crescimento dos Datacenters em telecom
O Comitê de Infraestrutura da Anatel (C-INT) destacou o papel cada vez mais estratégico dos data centers para o setor de telecomunicações e para a economia digital brasileira. Segundo relatório da agência, essas estruturas já são consideradas infraestrutura crítica, sustentando serviços essenciais como comunicações, finanças, saúde e governo.
O estudo aponta que o avanço da digitalização, impulsionado por tecnologias como computação em nuvem, inteligência artificial e 5G, vem ampliando a demanda por armazenamento e processamento de dados, elevando a importância dos data centers no ecossistema digital.
A Anatel também alerta para a dependência externa: cerca de 60% da carga digital brasileira ainda é processada fora do país, o que aumenta riscos operacionais e de soberania digital.
Como resposta, o comitê propõe a criação de um Plano Nacional de Data Centers, com incentivo à expansão da infraestrutura em diferentes regiões, redução da concentração no Sudeste e maior integração com políticas de segurança cibernética e continuidade de serviços.
Além disso, a agência defende o fortalecimento da regulação, incluindo critérios de segurança na contratação de serviços de nuvem e a possibilidade de certificação de data centers integrados às redes de telecomunicações.
Para a Anatel, a coordenação entre governo e setor privado será essencial para ampliar a capacidade nacional, reduzir vulnerabilidades e posicionar o Brasil como polo de inovação e investimentos em infraestrutura digital.
Telcos e infraestrutura de dados
A Oracle avalia que as operadoras de telecomunicações podem desempenhar papel central na construção de uma nuvem soberana no Brasil, desde que haja avanço em infraestrutura local, incentivos regulatórios e desenvolvimento de novos serviços baseados em inteligência artificial.
Segundo a empresa, o conceito de soberania de dados está mais ligado à localização e ao isolamento das informações do que à nacionalidade das companhias envolvidas. Na prática, isso exige data centers instalados no país e mecanismos que garantam que dados sensíveis permaneçam restritos ao território nacional.
Nesse cenário, as teles aparecem como candidatas naturais para liderar esse movimento, atuando em parceria com fornecedores de tecnologia e grandes provedores de nuvem. A Oracle destaca que muitas operadoras já utilizam ambientes em nuvem, mas nem todos os dados exigem o mesmo nível de proteção — aplicações críticas, como as de governo e saúde, demandam arquiteturas mais rigorosas.
A companhia também defende a criação de políticas públicas que incentivem o setor, como o regime de importação de equipamentos para data centers (ReData), considerado estratégico para acelerar o desenvolvimento da computação em nuvem e da inteligência artificial no país.
Além disso, há oportunidades de negócios em segmentos como bancos, saúde, educação e governo, que devem demandar soluções com maior controle e segurança de dados. Nesse contexto, as operadoras podem evoluir para fornecer infraestrutura nacional de data centers e serviços voltados à chamada “IA soberana”.